sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um caminho para sair de si


Imagino uma biblioteca, cheia de estantes, melhor seria imaginar cheia de livros. Imagino uma biblioteca cheia de livros, pesados, profundos.

E cada livro representa. Nada. Cada livro é um livro, cada história um sentimento, cada sentimento uma dor e, talvez também um ou outro sorriso. Cada livro uma leitura, todas incompletas. Mas qual o sentido de ler, quando sabemos o final?!

O prazer da leitura, dirá o outro.

E a pessoa que lê faz analogias, tudo besteira. A escrita é literal, não resta outra alternativa.

E o passado vai ficando para trás, exatamente como o texto que é escrito, sem pensar, sem revisar, sem conteúdo, sem nada. E o nada, afinal, é uma biblioteca fechada.


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Não importa




Não importa quantas pessoas morreram no dia anterior, quantas irão morrer no dia seguinte, quantas morrem enquanto você lê esse texto, ou ao menos passa os olhos.

E não importa o quanto as pessoas precisem de você ou daquele texto ou da correção daquele outro ou da criação do sei o quê. Tanto faz o mundo ao redor, a atmosfera cheia de oxigênio que entra pelas narinas ou pela boca mesmo, estou gripado.

O mundo se despedaça ao teu redor e a única coisa que consegue pensar é: "porque diabos me levantei hoje". E se lembra que o mundo não pára quando você precisa, ele simplesmente te obriga a levantar e sair da cama. E você sai. E como num instinto o mundo pára de rodar apenas ao seu redor. E não importa.

A dor de cabeça que perpassa o tic-tac do relógio; a pressa dizendo para você - naquela voz grave e surda bem ali atrás do seu consciente - que você precisa levantar, acordar, correr. Já não lembro mais o dia em que não estive atrasado com alguma coisa. Não importa

Os carros buzinam, os credores te xingam, a bateria do celular termina; não importa.

A impressão não é de tristeza ou melancolia, não é um problema que você não queria, simplesmente não importa.

Porque quando você está gripado, nada mais importa.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Ainda assim

Do dia em que acordamos com dor de cabeça, com dor no coração, com a dor da pílula que nos falta, a pílula da Estrela. Estrela que não teve hora nenhuma. Desse dia em que as horas passam devagar, dia útil.

Desse dia em que sabemos de nossas responsabilidades carnais, de trabalho. E de nossos sonhos, responsabilidades subjetivas, as mais importantes.

Deste dia que ainda não veio, diferente daquele, já passado. E de todos os dias.

Ainda que se saiba que a culpa é apenas do artista incapaz de alçar vôos, de nos fazer sonhar. Ainda que se possa culpar o mundo cinzento, poluído por mentes pequenas e de gosto duvidoso. Mundo orçamentário. Um orçamento sempre a votar, sempre a voltar e nunca a nos dar.

Sonhos.

Ainda que não sonhemos, ainda que acordados, ainda que sem acordos. Ainda que sorria a velha, ainda assim há de ter esperança. A velha morrerá, o outro nascerá, o mundo vai girar. Sem rimas ou prosas ou contos, tudo custa tão caro quanto antigamente.

Ainda que seja proibido o desejo, ainda que haja conselhos, ainda que nada dê certo. Ainda que não haja fim e isso mesmo seja um começo. Ainda assim, o amanhã virá.

Ainda que seja mais do mesmo.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Minha mini biografia - pelo meu avô




Eu cresci, ele morreu. Tem dias que a vida é uma merda mesmo.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

De quando a gente se sente um merda.

Um merda. É o tipo de coisa nunca dizemos sobre nós mesmos. A pessoa pergunta: "Quem é você?" E nós nunca sabemos exatamente o que é que a pessoa quer saber... Se é algo profundo, filosófico ou se simplesmente é um "Como você conseguiu meu MSN?". A coisa, de fato, varia.




quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O natal chegou (ou puta merda, virei bicha!).

 

Todo ano quando chega essa época maldita, essa coisa de Natal eu fico meio assim… digamos… veado. Acabo sempre me lembrando das pessoas que já se foram morreram e pensando em como raios eu pude de deixar de passar aquele último natal com eles.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Matem o mensageiro!

 

   Na Grécia clássica, bem como na Roma antiga, o mensageiro era punido caso trouxesse mensagem ruim…